Fotografia em Palavras

visões sobre a prática fotográfica, por Ivan de Almeida

Ler uma Fotografia

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Ler uma Fotografia

      O que são as fechaduras das Portas da Percepção a não ser os próprios treinamentos através dos quais interpretamos o mundo?

Quando perdemos a idéia ingênua do olho ver tudo ao mesmo tempo ao olharmos uma foto, e aprendemos que o olho caminha, estaciona, pula de um ponto ao outro guiado pelo próprio conteúdo da foto, aí entenderemos sua composição, saberemos o jogo que ela joga conosco e saberemos não ser um olhar natural e animal aquele usado por nós para observá-la, mas sim o olhar significador da cultura, treinado para ler os quadros visuais significando-os.

Um dos maiores obstáculos para nos conscientizarmos disso é a comparação entre o olho e a câmera fotográfica, comparação essa tão pregnante, tão difícil de abandonarmos. Essa comparação dá conta de alguns poucos aspectos do funcionamento do olho, porém é usada de uma forma extensiva, é entendida extensivamente, de modo que termina ocultando a mecânica geral do olhar. O problema dessa comparação é exatamente o citado no primeiro parágrafo: a câmera vê tudo ao mesmo tempo, nós não, a câmera vê toda a cena ao mesmo tempo, nós não.

O engano multiplica-se quando usamos uma câmera, que vê tudo ao mesmo tempo, para fotografarmos, assim construindo imagens para o olho que não vê tudo ao mesmo tempo. E, pior ainda, não verá tudo ao mesmo tempo quando olhar a fotografia feita.

O que se desconhece nesse processo é essa etapa intermediária, a etapa da leitura da imagem pelo observador. Essa etapa tem uma certa espessura temporal, uma duração, não é completamente instantânea. A fotografia em si não tem espessura temporal além do tempo de abertura do obturador, ela é, como tantos gostam de dizer simplificando as coisas, um instante congelado (instante correspondente à abertura do obturador). Mas a observação da fotografia não se dá em um instante, ela tem não apenas uma espessura temporal como também um procedimento ocular, um procedimento através do qual o olho percorre a foto assimilando seu conteúdo.

Esta é uma etapa bastante difícil de descrever, porque não é uma etapa simples, intuitiva, e não é uma coisa que aconteça determinada apenas por uma diretriz, por uma só lógica simples e fácil de compreender, mas, ao contrário, é uma etapa na qual várias lógicas ou procedências causais articulam-se. Dito de outra forma, nosso comportamento ao examinar uma imagem segue várias tendências, cada tendência dessas determinada por um fator de conteúdo da imagem (coisas representadas, tamanhos cores, formas, linhas). E o resultado disso é o exame  não obedecer a nenhuma dessas tendências, mas a um balanço entre elas, variável em cada imagem segundo o seu conteúdo, cada uma governando a observação apenas parcialmente e em equilíbrio dinâmico com as demais.

Tornando a coisa um pouco mais palpável, podemos dizer que os olhos realizam uma varredura quando estão diante de uma fotografia ou mesmo de um contexto visual presencial. Não vemos tudo ao mesmo tempo: o olhar percorre a imagem e vai somando seus elementos para termos, ao fim, a idéia de vermos tudo. Ao realizar essa varredura ele constrói a imagem para nossa consciência de conteúdo, aqui doravante chamada de Consciência Visual.

Sabemos que uma televisão de tubo constrói a imagem por varredura. Rapidamente a imagem é construída linha a linha em uma varredura do feixe de elétrons projetados por um dispositivo que os direciona para cada parte da tela, do alto até embaixo. Ora, ao vermos a televisão vemos a imagem completa porque isso acontece tão rapidamente que não temos tempo de perceber e porque há certa persistência na excitação do fósforo da tela que o mantém aceso até o próximo feixe de elétrons. A varredura da televisão é linear, segue através de ponto a ponto de cada linha, e linha a linha a imagem vai sendo descrita. A varredura da televisão acontece do mesmo modo como lemos as páginas escritas, letra a letra, palavra a palavra, seguindo da esquerda para a direita e então, ao chegar ao fim, mudando de linha. Quando lemos, aliás, nossos olhos praticam tal tipo de varredura.

Contudo, esse processo seria muito lento para nossas necessidades animais de interpretarmos o contexto para luta e fuga, para buscarmos alimentos, etc. Sempre temos de lembrar haver um propósito na nossa percepção, e esse propósito é possibilitar as reações adaptativas do organismo aos contextos no intuito da sobrevivência. Somos, dizendo de forma simplificadora, máquinas bioquímicas com um propósito.

Nosso olho, assim como o feixe de elétrons na televisão, só é capaz de iluminar um pequeno ponto da imagem de cada vez. Só temos foco e nitidez em uma parte muito reduzida do campo visual, de modo que temos, para vermos um conjunto de coisas espalhadas, de mover os olhos através da musculatura ocular para esse ponto de nitidez seguir a imagem,  somando mentalmente uma infinidade de pequenas apreensões (reconhecimentos), varrendo a imagem e construindo na nossa consciência visual uma espécie de declaração interna do ambiente que é a soma dessas apreensões. Temos a falsa impressão de vermos tudo junto pelo mesmo motivo que temos a falsa impressão da imagem da TV apresentar-se toda pronta de uma vez, isto é, porque há uma persistência perceptiva e, ainda, por algo muito simples mas muito pouco considerado… Basta perguntarmos a alguém se está vendo com nitidez certa parte do campo visual e a pessoa voltará para essa parte seu olhar e a verá nítida, resultando que tudo para o que volte a consciência visual estará nítido porque a consciência visual guia a direção do olhar, e a parte não nítida também não estará sendo declarada na consciência visual. Dessa maneira a impressão é de que todo o campo seja nítido igualmente.

O modo como nossa visão escrutina o qu adro visual, que comparamos a uma varredura, depende do que esse quadro visual contém. Por treinamento, adotamos diante de um quadro visual a forma de escrutínio pertinente a ele, ou, em outras palavras, a forma de escrutínio que nos permite significá-lo ou interpretá-lo. Nma fotografia há, por exemplo, uma pessoa olhando para certo lugar. Isso nos faz olhar para onde ela está olhando. Diante de uma fotografia não olhamos em igualdade de condições para todas as suas partes, mas sim para aquelas mais significativas, e seguimos então as articulações de significados que elas sugerem. E nosso olhar segue tanto as indicações simbólicas presentes na foto (o olhar da pessoa que nela está representada, por exemplo), quanto a estrutura geométrica presente (linhas, reconhecimento de formas). Tudo isso rapidamente é montado em nossa consciência visual.

David Hockney descreve o espaço não com sua "verdade" geométrica, mas com sua lógica psicológica onde cada elemento é hierarquizado por sua importância simbólica ou por sua irrupção perceptiva.

Há uma colagem famosa do artista inglês David Hockney de um cruzamento na Califórnia. Ele fotografou o cruzamento e montou uma imagem que dá conta não do que veríamos pelas leis da perspectiva a partir de um determinado lugar, mas sim do que vemos para construir nossa consciência visual do lugar. O sinal do cruzamento é  maior, porque exige mais atenção, e outras parte são menores porque as vemos desatentos. Nossa declaração visual de contexto é semelhante à declaração do corpo para o cérebro na metáfora gráfica chamada de Homúnculo de Penfield. Damos pesos diferentes ao que é visível, tão diferentes que são esses pesos que conduzem nossa leitura visual de algo.

O Homúnculo de Penfield consiste em uma representação do corpo humano não em seus tamanhos externos, mas na proporção que cada parte do corpo é representada no cérebro, isto é, a área da geografia cerebral dedicada a cada parte do corpo. Então as costas, que são grandes no corpo, são pequenas no Humúnculo, e as mãos, que são pequenas, são grandes no Homúnculo.

Então, quando fotografamos, nós decompomos analiticamente o contexto para então apreendê-lo por um dispositivo (a câmera) que lida diferentemente com a transcrição visual-ambiental, que captura tudo de uma vez só. Para fazer isso, aprendemos a ver como as câmeras vêem, e isso é chamado de Olhar Fotográfico (ver artigo Olhar Fotográfico – o que é isso?), que, por igual engano, é suposto dom ou espontâneo nos fotógrafos; uma crença ingênua e algo vaidosa, pois eles mesmos podem traçar a evolução de seus olhares fotográficos através das fotografias feitas ao longo dos anos e observar o efeito do treinamento, e isso desmente facilmente a espontaneidade.

Porém, feita a fotografia e a exibida, o observador já não a olhará como uma câmera olhou. Ele olhará semelhantemente ao que faz nos ambientes presenciais, isto é,  seguindo linhas, reconhecendo formas, interpretando e significando em um processo que é um cruzamento de algoritmos significadores, chamados à ação pelo próprio conteúdo da foto.

Quando educamos convenientemente nosso Olhar Fotográfico, vamos além de saber olhar como a câmera olha. Nós aprendemos, em uma extrapolação de segunda ordem, a olhar como o observador olhará o que a câmera olhou, isto é, tornamo-nos conscientes de como determinada foto que fazemos engajará a ação significadora do observador e a planejamos para isso. De fato, são essas rotinas de exame, essas rotinas que podem ser descritas de forma até simples como atos de comparar, atos de seguir linhas, atos de fechar visualmente formas, de reconhecimento de formas: rotinas visuais-mentais que são o material com o qual são feitas as composições em uma fotografia.

O material de uma composição visual é a psicologia do observador, aqui significando essa psicologia não algo vago e subjetivo, mas o treinamento de significação pelo olhar que todos praticamos, que precisa ser suficientemente coerente com o dos demais homens para todos coexistirem em cooperação numa sociedade. Uma sociedade na qual cada homem tivesse treinamentos interpretativos muito distintos e sem partes comuns (então verdadeiramente subjetivos) não funcionaria, não haveria acordo sobre condutas. Olhamos para uma seta e sabemos para onde ir, olhamos para uma porta maior em uma edificação e sabemos que ali é a entrada principal. São códigos que sabemos interpretar, mesmo sem consciência de o fazermos na hora.

A fotografia oferece um campo maravilhoso para observar os processos de significação e para aplicá-los. A quantidade imensa de fotografias, o fato de cada uma ser um objeto definido e ter um conteúdo imutável, isso reduz as variáveis e nos permite observarmos a nós mesmos, verificando os movimentos de nossa atenção diante de uma imagem representativa, verificando os movimentos de nossos olhos. Treinando a observação podemos ver onde nosso olho pára, de onde pula, para onde pula, o que o mobiliza, o que fica tão oculto que mesmo estando visível não somos capazes de dizer estar contido na fotografia porque não impressiona nossa memória. Infelizmente, a grande maioria dos que se aproximam da fotografia vêem com a idéia preconcebida do olho-câmera fotográfica, idéia que impede a compreensão do jogo que as imagens jogam conosco. A grande maioria pensa que nosso olhar é apenas natural, que nascemos sabendo olhar, quando é exatamente pelo treinamento cultural que temos a possibilidade de construir as obras visuais.

Obras visuais são tão somente conjugações de nossa cultura visual. Composição fotográfica é a face visível dos treinamentos perceptivos que todos compartilhamos.

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13 Respostas

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  1. Amigo Ivan, o texto me agradou bastante. Você, neste artigo, fechou um círculo, ou melhor, uma espiral ascendente sobre o assunto.
    Inicia sobre a mecânica ocular do observador, passa pela “captura congelante” da câmera e retorna ao fotógrafo “experto”, aquele que sabe e percebe a imagem que está fazendo, pensando no “jeito” que será vista pelo observador.
    Eu poderia e gostaria de falar mais sobre esses detalhes, mas deixarei para outros colegas.
    Quero muito dizer que, ACREDITO EU, estamos PERTO DA MUDANÇA DESSA FORMA DE OLHAR UMA FOTO. O pontapé inicial dessa mudança (realnente no início, porém já nascendo “adolescente”) é a CÂMARA LYTRO.
    Nova forma de ver uma foto (re-focando a mesma, após a foto ter sido feita) E MAIS QUE ISSO: AO FOTÓGRAFO INTELIGENTE, AQUELE QUE VERDADEIRAMENTE GOSTA E RESPEITA A FOTOGRAFIA, ESSA NOVA TECNOLOGIA TRARÁ NOVAS FORMAS DE — PENSAR UMA FOTO —.
    É isso! Abraços.
    (digitei do iPhone, não revisei, desculpem erros 😉 )

    Nando Martins

    16 de novembro de 2011 at 2:58 am

    • Obrigadão, nando. Você tem sido sempre uma boa conversa, breve mas densa. Tive medo desse texto estar hermético demais, afinal os assuntos de que fala não são fáceis e alguns mereceriam mais explicações, porque são apoiados em saberes sobre a dinâmica da percepção que não podem caber em um artigo.

      A câmera Lytro e algo que me deixa ainda perpelexo, não sei o que pensar dela. Não sei se ela liberta ou se torna o fotógrafo ainda mais funcionário.

      Grande abraço
      Ivan

      Ivan de Almeida

      16 de novembro de 2011 at 10:22 am

  2. Interessante, Ivan, como você revisita a leitura circular do Flusser e o Punctum do Barthes de forma mais didática (e menos poética). Os “dogmas ivanianos” continuam me incomodando em seus textos, mas penso que esse é o seu intuito, incomodar a alguns e de certa forma ensinar a muitos. Tá dentro das expectativas!
    Boa leitura, de qualquer forma. Você tem talento, hein?
    😉
    Abs, Clicio

    clicio

    16 de novembro de 2011 at 9:33 am

    • Olá, Clicio;

      Que prazer em falar com você!

      Fico feliz que entenda a função dos “dogmas ivanianos”, são uma parrésia (aprendi essa palavra outro dia, adorei, significa atrevimento retórico) necessária para sacudir as idéias, mas não apenas isso e sim também e principalmente coisas que refletem meus pensamentos trintenários sobre o assunto nesse caso -percepção.

      Um grande abraço. Essa do talento eu agradeço rindo, sei que é um ping dentdo do ping-pong que jogamos com essa palavra. Escrever, por exemplo, é uma habilidade que foi construída a duras penas na minha vida, um texto desses há 30 anos atrás demorava uma semana para ser feito, era uma colagem de cacos, hoje é feito direto do início ao fim e em uma tarde. Talvez a pretensão de ter algo a dizer (parrésia, novamente) tenha me impulsionado a insistir e insistir até que virasse uma coisa que sai como se natural fosse. Pong.

      Abraços,
      Ivan

      Ivan de Almeida

      16 de novembro de 2011 at 10:18 am

  3. Ivan, acho que o problema é compor o texto com suas fotos, ai que vejo o problema, elas não se encaixam… minha opinião.. . Fico na duvida qual outra leitura que poderia ser feita da fotografia que ilustra o artigo ? Abraços Abdo

    Abdo Abdala (@abdoabdala)

    16 de novembro de 2011 at 11:21 am

    • Abdo, caríssimo;

      Como lá no BrFoto você manifestou não gostar desta foto, é bastante difícil que a relacione com o texto. Compreendo a sua “incompreensão”. É até natural não relacionar ou estranhar, pois, já de antes, não gostava. E, de minha parte, já agradeci seu comentário lá, de modo que aqui soa como uma espécie de reiteração de opinião fora de lugar. Só para lembrar, lá você escreveu: “Mas as duas fotos apresentadas, pra mim não dizem absolutamente nada. Extremamente confusas, fios de energia que matam a foto.”. Já conheço, então, a sua opinião, não me importa absolutamente que seja negativa, e fui grato por tê-la manifestado, porque, como eu disse lá onde aexpressou, opiniões nos permitem mapear quais pessoas gostam, quais pessoas não gostam, e relacionar isso com os princípios estéticos de cada comentarista. Pode parecer que não, mas esses princípios estéticos são os fundamentos para gostar e desgostar mais até do que as qualidades de cada fotografia.

      Não vejo sentido em explicar a relação entre a foto e o texto, deixo isso para os leitores em sua compreensão do artigo. Não faz sentido, também, explicar algo a quem de plano considera que ela “não diz absolutamente nada”. Confio que cada leitor construirá a relação que achar pertinente do texto com a foto.

      De todo modo, agradeço a participação e o comentário.
      Abraços
      Ivan

      Ivan de Almeida

      16 de novembro de 2011 at 4:19 pm

  4. […] Ler uma Fotografia « Fotografia em Palavras A fotografia em si não a tem, ela é, como tantos gostam de dizer simplificando as coisas, um instante congelado. Mas a observação da fotografia não se dá em um instante, ela tem não apenas uma espessura temporal como … Source: fotografiaempalavras.wordpress.com […]

    • Olá, Ivan!
      Parabéns pelo artigo, li e gostei … mais uma contribuição inspirada para enriquecer o conhecimento daqueles interessados em pensar, refletir e aprender sobre arte fotográfica, no que diz respeito aos princípios estéticos da composição.
      Abração
      Celso

      Celso

      19 de novembro de 2011 at 12:39 pm

      • Olá, Celso;

        Obrigado. Você me conhece há bastante tempo e sabe que parte de meu esforço é em desvelar os processos plos quais assimilamo uma fotografia e mesmo gostamos ou não, sem entrar na parte específica dos valores estéticos pessoais, que sempre implicarão numa variação, mas meramente na capacidade da fotografia articular os elementos formais e simbólicos para oferecer ao observador um todo inteligível pelos seus processos perceptivos/interpretativos. De fato, este artigo é um assunto que ainda pretendo explorar mais, esse assunto estava previsto para ser um segundo video-artigo -talvez ainda venha a ser- com exemplos “animados” do que falo, e penso isso facilitar a compreensão de um tema algo difícil. mas de repente me vi escrevendo e o artigo ficou pronto, então publiquei.

        Um grande abraço,
        Ivan

        Ivan de Almeida

        19 de novembro de 2011 at 1:26 pm

  5. Ivan

    Não sei se você conhece, mas o Maurício Lissovsky tem uma reflexão interessante sobre o instante em fotografia: http://paratyemfoco.com/blog/2009/09/maquina-de-esperar-de-mauricio-lissovsky/

    []’s

    Eneraldo Carneiro

    22 de novembro de 2011 at 4:19 am

    • Obrigado, Eneraldo. Vou ler, depois comento com você.

      Ivan de Almeida

      22 de novembro de 2011 at 10:36 am

  6. Parabéns Ivan pelo texto. Fez-me perceber a diferença entre o momento que olhamos determinada cena, por exemplo, e o do registro armazenado na fotografia.

    Recentemente li que existem dois elementos fundamentais numa composição: o “Studium” e o ” Punctum”. O primeiro refere-se aquilo que é reconhecido pelo leitor da foto. Isso é função da cultura e vivência que ele tem. O “Punctum” é tudo aquilo que “salta” da foto e prende a atenção de quem a vê.

    Congratulações pelo excelente blog.

    Abraços,

    Claudio

    Claudio

    16 de dezembro de 2011 at 10:20 pm

    • Obrigado, Claudio.

      Uma fotografia tem uma articulação interna que deve poder ser lida, ou melhor, quando nos deparamos com uma foto podemos compreender o jogo por ela jogado, e compreender não tira o encanto, ao contrário, aumenta.

      Abraços.

      Ivan de Almeida

      16 de dezembro de 2011 at 10:32 pm


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