Fotografia em Palavras

visões sobre a prática fotográfica, por Ivan de Almeida

A motivação da fotografia é mesmo o registro? Penso que não.

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A motivação da fotografia é mesmo o registro? Penso que não.

(um artigo-relâmpago despertado por algo que li e com o qual não concordo, enquanto gesta-se a 2a parte do artigo sobre Fotografia Digital em PB. Este abaixo é bastante em primeira pessoa devido ao caráter dialógico motivador de sua produção)

Ivan de Almeida – novembro de 2010

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É engraçado, porque nunca, digo nunca mesmo, ao fotografar eu penso em estar “fazendo memória”, antagonicamente à tese do de ser a fotografia uma tentativa patética do homem fixar o tempo fugidio. Não é o desejo de eternizar a situação a me mover, isso não me preocupa, aliás, de modo geral não me agonio com o escorrer do tempo, vivo bem o presente e não quero viver outros tempos senão o presente. Para mim, fotografar é sobretudo a manifestação de um olho estético, um olho afetivo, um olho que se envolve com a situação. Um olho que dança com o mundo. É claro que, passado muito tempo, olho as fotos e elas tornam-se remissivas, trazem lembranças e saudades, por vezes saudades de pessoa que continua ao meu lado,  saudades da vida que se levava então (não por ser melhor do que a atual, mas só por ser diferente) no momento da foto. Mas isso é um subproduto, pois não fotografo com esse objetivo. Uma demonstração disso é o fato de nunca ter me preocupado em fazer videos de meus familiares, nem sequer tenho câmera de video, nunca me interessou comprar, e isso mostra inexistência, ou quase, de preocupação de registro da impermanência da vida.

Mesmo quando viajo, é ínfima a proporção das fotografias registrando pessoas nos lugares, se é que há alguma. Fotografo esteticamente os lugares, fotografo esteticamente as pessoas… e só. Cada fotografia é um fim em si mesma. Não sei… embora para o não-fotógrafo, ou, se preferirem, para o fotógrafo ocasional a finalidade registro de sua passagem pelos lugares e tempos seja o mais importante, para aquele que têm na fotografia um campo de expressão estética isso é muito menos importante.

A típica fotografia de viagem com as pirâmides ao fundo, o Pão de Açucar ao fundo, isso não é a fotografia daquele de fato envolvido com fotografia. Essa é a fotografia de registro -terrível e grudenta palavra. Essa é de fato a fotografia que tenta reter o momento, feita para criar memórias.

Mesmo a fotografia caracterizada como do Instante Decisivo, esse conceito tão mal compreendido, não me parece ter por objetivo reter o momento, mas sim mostrá-lo como fato estético, plástico, significativo.

Creio mesmo existir uma mitologia exagerada dessa motivação da fotografia-registradora, uma mitologia não apoiada na motivação real dos fotógrafos não ocasionais, ou seja os que de fato são fotógrafos.Transpoõe-se para o fotógrafo que faz da fotografia um campo de desenvolvimento os valores daqueles que só a usam ocasionalmente, e assume-se serem os valores desse último, que em certo sentido não é verdadeiramente um fotógrafo, valores universais na fotografia. Parece-me errado isso.

Há também uma falta de distinção. Toma-se todos os que empunham uma câmera fotográfica como fotógrafos e são construídas generalizações a partir disso. Seria válido tomarmos todos os que empunham um lápis e são alfabetizados como escritores? Não, é claro, mas isso é feito na fotografia e impregna o discurso. Seria válido tomarmos todos os que vão a um baile como bailarinos? Sem distinguir sua motivação da motivação dos bailarinos de verdade?

Por que alguém fotografaria uma flor, se a flor de amanhã, outra flor, será tão interessante quanto? A razão não é eternizar a flor, a flor é apenas um insumo-oportunidade para o jogo estético. Para mim, fotografia é sobretudo um jogo estético, mesmo quando faço foto familiar. Fotos familiares  são jogos estéticos tendo por objeto pessoas que queridas, mas nunca tentativas de retê-las ou de reter minha vida ou mesmo de criar um inventário de lembranças.

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Acréscimo ao texto a partir de respostas aos comentários:

A fotografia é um bicho tão estranho que é necessário declarar antes de se falar de um aspecto dela qual o sujeito a experimentá-la dessa ou daquela forma. Por exemplo, ao falarmos na fotografia para o imaginário da sociedade, sim, os aspectos de registro estão nela fortemente contidos. Esta semana mesmo, no meu trabalho, pediram-me um relatório COM FOTOS, como se o relatório em si não fosse suficiente para atestar algo. Isto é a dimensão do imaginário da sociedade, qual seja, “fotografia mostra o Real”, registra o Real.

Caso tomarmos o campo da expectativa e das finalidades do fotógrafo ocasional, aí ela é um registro também: “olha só a festa de Natal lá em casa, estava o fulano, a beltrana -com um vestido lindo- e olha só o tamanho da árvore de Natal!”, ou “olha só o Breuba como estava engraçado no churrasco de domingo”, ou “isso aí foi na Praça da Concórdia, essa aí do lado era a fulana, minha companheira de viagem na excursão”. Esse fotógrafo ocasional pode até gostar de fotografar, mas não passa de “um jeito” que ele tem, e não tenta fazer uma “fotografia para si”, parafraseando a maneira de dizer do Hegel. Faz apenas uma “fotografia em si”.

Porém, quando falamos de fotografia, falamos para fotógrafos, falamos para quem faz fotografia com objetivo de fazer fotografia (fotografia em si e para si), mesmo quando o álibi para tal seja o registro de uma cerimônia como um casamento. É bem verdade que nessa franja do registro de cerimônia há duas jusantes, como se estivéssmos em uma linha divisora de águas de uma elevação. Porque há de fato a possibilidade desse registro da cerimônia -muitas vezes o objetivo único do cliente- ser executado com puro espírito de registro. Sobre isso é engraçado lembrar um dispositivo, acho ser da Sony. Uma câmera é montada nesse dispositivo e ele fica, durante uma festa, movimentando-se sobre a base e fotografando. Some-se isso ao reconhecimento de face e ao reconhecimento de sorriso, e temos a perfeita máquina registradora (função registradora). O fato de haver um fotógrafo atrás da cãmera é tão somente a expressão de uma limitação tecnológica, porque já se vê ser essa função-registro em grande parte factível sem um fotógrafo.

Voltando então aos fotógrafos, esses buscadores de estética quando apontam sua câmera para um lado ou para outro, esses buscadores de narrativa. Esses ao fotografarem, mesmo quando a serviço da criação de memórias alheias, estão sobretudo criando narrativa estética. Sua brincadeira, seu jogo é a criação de narrativas estéticas. Veja esse casamento fotografado pelo RenatodPaula (clique AQUI), principalmente as fotos mais adiantadas do álbum onde é mais evidente a ação do fotógrafo narrando esteticamente. Embora seja uma criação de memórias para alguém, para isso o pagaram, sua ação não é exatamente essa, mas sim a criação de uma narrativa estética. na esfera do contratante, esfera do não-fotógrafo, é a criação de memórias “enfeitadas”, como a própria cerimônia do casamento é uma vida-enfeitada. Para o fotógrafo, é um atendimento ao contrato no qual seu interesse pessoal é a estetização narrativa. O fotógrafo pouco se importa com aquelas memórias, não são dele, não se referem à vida dele, e sim usa esse motivo de contratação como álibi para produzir um discurso estético.

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Junqueira, Ivan de Almeida – 2010

leia as diretrizes para republicação de textos do blog Fotografia em Palavras

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15 Respostas

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  1. Só deixando o link do artigo com o qual você não concorda (rs) para evidenciar o diálogo:

    http://camaraobscura.fot.br/2010/11/19/fotografia-tributo-a-impermanencia/

    Rodrigo F. Pereira

    19 de novembro de 2010 at 1:55 pm

    • Como já lhe disse, ao responder a você lá o texto começou a crescer, crescer, e quando percebi tinha virado artigo -risos.

      Há algo de transcendente e interessante no registro-lembrança, não discordo disso, e chego a usar a palavra transcendente. Mas penso ser, quando aplicado à prática fotográfica autônoma, e não à fotografia vernacular do fotógrafo ocasional, confundir um fenômeno da observação, qual seja, as evocações trazidas pela fotografia, por vezes muito tocantes, com fenômenos da feitura, isto é, as motivações reais de quem fotografou. Ou seja, atribuir um finalismo à fotografia que ela não tem, na maioria dos casos.

      Mesmo na fotografia de casamentos, que vemos tantos fotógrafos fazerem, sendo ela para criar uma descrição de um rito, ou seja, para ser registro, ela é assim quanto à motivação de contratação e quanto a alguns requisitos narrativos, mas o fotografar mesmo, a atividade fotográfica mesmo nesse caso é muito mais estética do que qualquer coisa. O contratante contrata narrativa e memória. O contratado atende, mas sua motivação real é estética (ou seja, fotográfica).

      Grosso modo, é como a arquitetura. O cliente contrata uma casa para morar. O arquiteto aproveita-se disso para criar um fato estético, que é aquilo para ele realmente interessante.

      Ivan de Almeida

      19 de novembro de 2010 at 3:08 pm

      • Usualmente, critico a generalização do registro como essência da fotografia. Muitos termos utilizados na área (como captura) reforçam essa impressão, que é limitada. Para quem vê a fotografia como criação e interpretação, que você descreve como quem está envolvido com a fotografia, encará-la como mero registro parece uma redução severa.

        No entanto, a fotografia, quando feita com intenção de registro, é um bom exemplo para quando queremos olhar para os aspectos temporais envolvidos.

        Rodrigo F. Pereira

        19 de novembro de 2010 at 4:44 pm

      • A fotografia é um bicho tão estranho que é necessário declarar antes de se falar de um aspecto dela qual o sujeito a experimentá-la dessa ou daquela forma. Por exemplo, ao falarmos na fotografia para o imaginário da sociedade, sim, os aspectos de registro estão nela fortemente contidos. Esta semana mesmo, no meu trabalho, pediram-me um relatório COM FOTOS, como se o relatório em si não fosse suficiente para atestar algo. Isto é a dimensão do imaginário da sociedade, qual seja, “fotografia mostra o Real”, registra o Real.

        Caso tomarmos o campo da expectativa e das finalidades do fotógrafo ocasional, aí ela é um registro também: “olha só a festa de Natal lá em casa, estava o fulano, a beltrana -com um vestido lindo- e olha só o tamanho da árvore de Natal!”, ou “olha só o Breuba como estava engraçado no churrasco de domingo”, ou “isso aí foi na Praça da Concórdia, essa aí do lado era a fulana, minha companheira de viagem na excursão”. Esse fotógrafo ocasional pode até gostar de fotografar, mas não passa de “um jeito” que ele tem, e não tenta fazer uma “fotografia para si”, parafraseando a maneira de dizer do Hegel. Faz apenas uma “fotografia em si”.

        Porém, quando falamos de fotografia, falamos para fotógrafos, falamos para quem faz fotografia com objetivo de fazer fotografia (fotografia em si e para si), mesmo quando o álibi para tal seja o registro de uma cerimônia como um casamento. É bem verdade que nessa franja do registro de cerimônia há duas jusantes, como se estivéssmos em uma linha divisora de águas de uma elevação. Porque há de fato a possibilidade desse registro da cerimônia -muitas vezes o objetivo único do cliente- ser executado com puro espírito de registro. Sobre isso é engraçado lembrar um dispositivo, acho ser da Sony. Uma câmera é montada nesse dispositivo e ele fica, durante uma festa, movimentando-se sobre a base e fotografando. Some-se isso ao reconhecimento de face e ao reconhecimento de sorriso, e temos a perfeita máquina registradora (função registradora). O fato de haver um fotógrafo atrás da cãmera é tão somente a expressão de uma limitação tecnológica, porque já se vê ser essa função-registro em grande parte factível sem um fotógrafo.

        Voltando então aos fotógrafos, esses buscadores de estética quando apontam sua câmera para um lado ou para outro, esses buscadores de narrativa. Esses ao fotografarem, mesmo quando a serviço da criação de memórias alheias, estão sobretudo criando narrativa estética. Sua brincadeira, seu jogo é a criação de narrativas estéticas. Veja esse casamento fotografado pelo RenatodPaula (clique AQUI), principalmente as fotos mais adiantadas do álbum onde é mais evidente a ação do fotógrafo narrando esteticamente. Embora seja uma criação de memórias para alguém, para isso o pagaram, sua ação não é exatamente essa, mas sim a criação de uma narrativa estética. na esfera do contratante, esfera do não-fotógrafo, é a criação de memórias “enfeitadas”, como a própria cerimônia do casamento é uma vida-enfeitada. Para o fotógrafo, é um atendimento ao contrato no qual seu interesse pessoal é a estetização narrativa. O fotógrafo pouco se importa com aquelas memórias, não são dele, não se referem à vida dele, e sim usa esse motivo de contratação como álibi para produzir um discurso estético.

        Ivan de Almeida

        20 de novembro de 2010 at 1:56 pm

  2. Olá, Ivan. Chamou-me a atenção o caráter fenomenológico de sua abordagem. Compactuo com esse conceito da intencionalidade no fazer fotográfico. É algo que se vivencia realmente no tempo presente e o transcende por se tornar aberto à leitura do outro.

    Camilo Mota

    19 de novembro de 2010 at 3:20 pm

    • Exatamente!

      A leitura do outro é um fenômeno de observação, mesmo quando o outro somos nós mesmos anos depois. Não se pode atribuir à geração da coisa aquilo que é fenômeno de observação.

      Grande abraço
      Ivan

      Ivan de Almeida

      19 de novembro de 2010 at 3:28 pm

  3. Ivan, vejo que tanto a busca da estética quanto o registro do momento andam juntos para mim. Nunca fui de querer “sair numa foto”. Sempre fico puto da vida quando me chamam pra “tirar retrato”. Quando viajo, tiro poucas fotos. Sempre buscando o prazer dos meus sentidos. Entretanto, existem momentos que me incitam ao ato de fotografar . Claro que jamais deixarei de lado a questão estética. Depois de certo tempo exercitando o olhar fotográfico a coisa se torna natural. Isso quer dizer que a busca pelo “orgasmo visual” nao cessa. Resumindo um pouco a minha visao sobre o seu artigo e sobre o artigo do Rodrigo, eu posso tirar uma foto pensando somente em sua estética, mas jamais tirarei uma foto pensando somente no momento. Em suma, a busca pela estética sempre estará presente em minhas fotos.

    "Spiderman"

    21 de novembro de 2010 at 3:03 am

    • Obrigadão, Savio;

      Basicamente, minha tese é que, exceto os documentaristas, os quais também são estetas, e os fotógrafos ocasionais que não são exatamente fotógrafos mas sim usuários de câmeras, a fotografia não tem na sua produção a intenção de criar memórias. Isso acontece, mas não presidindo a feitura. O momento em que a fotografia torna-se evocadora de memória dista do momemnto em que é feita alguns anos.

      Abraços

      Ivan de Almeida

      21 de novembro de 2010 at 11:15 am

  4. Ivan, primeiramente sinto-me muito honrado em ter meu trabalho citado aqui. Esse é um tema que eu diria que seja um tanto pessoal e também singular a cada tipo de trabalho. Vamos por partes.

    Vou começar pela foto da flor. Nela você retratou pelo simples fato estético. E fotos assim, na sua grande maioria, são pura estética. Mas não há como generalizar. Se essa flor fosse fotografada por estar em extinção, já muda a intenção do ato. Já não é pura estética. É documentação. E nesse caso acredito que você também concorde por ter citado isso um pouco abaixo no texto. Corrija-me se estiver errado.

    Mas comparar fotografia de flor com fotografia de casamento é generalizar demais. Uma coisa é eu fotografar puramente esteticamente a decoração de um casamento. E nisso concordo com o que você diz.

    Em minha opinião – e isso é bem particular – não vejo como um fotógrafo de casamento não se envolver e não se preocupar com o que está fotografando. Na fotografia de casamento, antes da estética, nos preocupamos mais com o momento, muitas vezes, este, decisivo. E logicamente a estética está junto disso tudo. Não vejo fotografia sem estética. Ela é estética. Mas não é tudo e nem somente isso. Como disse o “Spiderman” acima, elas andam juntas e é uma busca natural para o fotógrafo. A própria palavra “grafia” é em suma a busca pela estética. Mas atrás do viewfinder nós temos que buscar muito mais do que isso. Na fotografia de casamento, a estética é somente um processo normal da fotografia. Buscamos acima de tudo momentos, que em nossa visão particular retratem aquela ocasião especial.

    Grande abraço!

    Renato dPaula

    23 de novembro de 2010 at 3:03 pm

    • Suas fotografias, Renato, são uma eloquente prova da atividade estética do fotógrafo. Obviamente você, contratado, precisa preocupar-se em narrar o casamento, mas esse objetivo de narrativa interessa aos noivos, é uma exigência contratual à qual você deve ser atento, obviamente. Contudo, aquelas memórias não são suas, são alheias. Tomar as fotos como memória é dos noivos, do fotógrafo é apenas permitir isso ao produzir uma narrativa estética.

      Parabéns pelas fotos e obrigado pelo comentário,
      Ivan

      Ivan de Almeida

      23 de novembro de 2010 at 3:09 pm

  5. O que diferencia fotógrafos e “registradores” é a capacidade de olhar além do objeto fotografado e fazer com que a câmera seja uma estrutura que pensa junto com ele, e não uma estrutura isolada que capte imagens porque foi pragramada para tal exercício.

    Observo que ao fotografar existe uma linha tênue em se fazer o suficiente ou tornar aquela imagem algo que irá além do esperado. Acredito que esse “além” é o quê de si o fotógrafo coloca no disparo.

    Abraço.

    Mariana Beltrame

    18 de janeiro de 2011 at 5:10 pm

    • Muito bem dito, Mariana. Obrigado. Ao final, vejo como há de mim no que fotografo, para além dos temas, das câmeras, dos motivos.
      Abraços

      Ivan de Almeida

      18 de janeiro de 2011 at 7:14 pm

  6. Boa tarde IVAN e parabéns pelo seu blog.

    Sobre o tema acima, achei muito interessante o que você propôs, mas concordo com você em parte; acredito que o mundo da fotografia é um mundo pessoal, pois ao fotografarmos manifestamos nossos sentimentos sobre tudo que nos cerca, mesmo sendo uma imagem atemporal, como a que vooê colocou lá em cima; agora a fotografia é polissêmica, ou seja, tem várias interpretações, inúmeros significados, cada olhar vai ter seu distanciamento crítico. Mas ainda acredito que a fotografia na sua existência seja um meio de registrar a memória social e cultural, dependendo do contexto histórico, e sendo sua real essência a comunicação, senão o que seriam das imagens do fotógrafo oitocentista de origem francesa Marc Ferrez e do Fotógrafo alogoano radicado no Rio Algusto Malta, entre outros?

    Ivan, é realmente muito bacana realizarmos alguns debates sobre fotografia e especial este que você propôs acima, parabéns pelo talento e profissionalismo como escreve e fotografa.

    meu blog caso você se interesse em observar é:

    http://paulorangelsalgado.blogspot.com

    Abraços.

    Paulo

    31 de março de 2011 at 8:03 pm

    • Obrigado, Paulo.
      Creio que estamos aqui com uma questão de ênfase. A fotografia tem um que de registro, que prefiro chamar de depoimento, porque os próprios citados não apenas registraram passivamente, mas “contaram” o que viam de sua maneira própria.
      Esta é a grande ambiguidade da fotografia, ser ao mesmo tempo logada a algo lá fora da câmera e ser uma construção narrativa do fotógrafo também.
      Grande abraço
      Ivan

      Ivan de Almeida

      31 de março de 2011 at 8:24 pm


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