Fotografia em Palavras

visões sobre a prática fotográfica, por Ivan de Almeida

As Ferramentas:os fotógrafos e os seus equipamentos

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As Ferramentas: os fotógrafos e os seus equipamentos

Entre o artesão e as ferramentas, há uma relação indissolúvel.

Uma coisa impressionante, notada quando freqüentamos os ambientes internéticos nos quais se conversa sobre fotografia, é a quantidade de espaço nas discussões que os equipamentos fotográficos merecem. É o assunto a ocupar  o maior espaço nas discussões, maior mesmo do que o de comentários sobre fotografias, que, ao fim e ao cabo, seriam o fundamento da conversa.

Isso provoca paixões, paixões relativas a certos equipamentos, chegando essas por vezes à caricata defesa e louvação de marcas em detrimento de outras, passa pela exaltação das virtudes de certos formatos, como se toda fotografia dependesse deles, segue pela afirmação de determinadas técnicas de captura ou tecnologias e vai até mesmo até a defesa de modos precários de fazer fotografia, como lomografia e afins. Ora é fácil ver que isso faz pouco sentido, é fácil ver quando tais debates tornam-se imensamente superficiais. Desde já: ninguém é melhor fotógrafo do que outro porque usa filme e não digital, ou digital e não filme, nem porque a câmera faz tantos disparos por segundo, nem porque usa uma view camera e não uma compacta digital. Ao fim e ao cabo, devemos olhar as fotografias, e quando as olhamos e esquecemos como foram feitas significa que elas foram plenas em sua comunicação conosco. A boa fotografia não fica nos forçando a ver como foi feita.

Contudo, dito isso, não se pode também ignorar a relação entre a produção e os instrumentos empregados, pois a fotografia é uma arte visual cuja prática nasce e se desenvolve sobre um leito tecnológico. A fotografia é uma arte visual baseada em uma máquina de captura de imagens, e essa máquina determina para cada fotógrafo um leque de possibilidades e nega ou dificulta outras.

Desde seu início, a fotografia vem sendo reflexo de um desenvolvimento tecnológico; químico-mecânico-ótico e de uma década para cá eletrônico-mecânico-ótico. Parte dos fotógrafos chega a modificar ou aperfeiçoar suas ferramentas para finalidades específicas, os adapta, dá a eles configurações personalíssimas.

Grosso modo, tendo a concordar que um fotógrafo com pensamento fotográfico bem desenvolvido é capaz de fazer boa fotografia com quase qualquer coisa. Conforme as características do aparelho, haverá um rol de oportunidades e se estabelecerá uma tensão entre esse espaço de oportunidades e a inteligência fotográfica do operador. Porém, isso não significa que fará a fotografia que quer fazer. Para fazer a fotografia que quer fazer, e como quer, é preciso um aparelho capaz de fazê-la o mais facilmente possível. Não o melhor aparelho, não o mais versátil. Não o mais caro nem o mais barato: Simplesmente o aparelho correspondente à sua intenção expressiva.

A fotografia é muito vasta, e os tipos de busca narrativa dos fotógrafos muito variados. O pensamento mais comum sobre equipamentos fotográficos é um pensamento de generalidade, é um pensamento baseado nos produtos mais comumente oferecidos no mercado. O mercado nos dá uma ilusão de haver uma hierarquia de equipamentos, porque os fabricantes, por motivo de segmentação do consumo, precisam projetar seus produtos em camadas de custo. Assim, o fotógrafo é levado a pensar em uma escada que deve subir, a cada degrau obtendo um equipamento que será, como a propaganda diz, melhor. Durante algum tempo da vida fotográfica de alguém isso impede que se consolide a percepção pessoal do que lhe é adequado, para além da hierarquia mercadológica.

As utilizações dadas pelo fotógrafo ao seu equipamento definem como esse deve ser. Tomando os dois grandes fotógrafos de meados do século XX, o Ansel Adams e o Henry Cartier Bresson (1), vemos a grande diferença entre os equipamentos que usavam. O primeiro uma pesada câmera técnica para negativos únicos de grande formato, o segundo a menor das câmeras disponível em sua época. Ora, em termos de qualidade do negativo, a primeira é insuperável e a segunda, na época, era o pior formato de negativo disponível. Mas será que se pode dizer a mesma coisa em relação à fotografia feita por ambos? Qual a melhor? Evidentemente, isso não tem resposta, porém suspeito que o HCB fosse vitorioso em uma votação que envolvesse a relevância de sua obra e a contribuição da estética de suas fotos para a cultura.

É sabida sua relação com sua Leica, e desde quando a conheceu entendeu ser a ferramenta justa para aquilo que pretendia fazer: a fotografia da vida humana enquanto essa acontecia, feita no mundo das atividades comuns que sua fotografia revelava espantosas, imerso nele. Tivesse como único parâmetro a qualidade do negativo, nunca seria a Leica sua escolha, apesar da qualidade inegável de suas lentes, mas, no mínimo, as câmeras de médio formato bastante comuns na época.

Hoje, consagradas as câmeras 35mm, é até difícil compreender quanto tal opção era vista com reservas por muitos fotógrafos sérios da ocasião, mas, apenas como exemplo, ainda no final dos anos 60 li um manual de fotografia que se referia às câmeras 35mm, ou com filme 135 como “câmeras-miniatura”, em tom algo depreciativo análogo ao usado hoje em dia para falar das compactas digitais.

Porém uma câmera-miniatura foi o instrumento que permitiu a feitura de sua fotografia, e sua fotografia mostrou como elas eram as ferramentas adequadas para retratar o mundo imerso nele, sem preparações, sem tripés, agilmente em busca de momentos que não esperariam a preparação de outro tipo de equipamento, em busca de cenas que se desfariam caso uma câmera ostensiva fosse usada.

Enquanto isso, o Adams mantinha sua fotografia em grande formato, uma chapa por vez, fotos longamente meditadas de assuntos que não fugiriam, não se desvaneceriam, que esperariam a foto certa, e ele, por sua vez, também esperava a hora certa. Outro ritmo, outro tempo, outro assunto, outra narrativa. A portabilidade era tão pouco importante que seu próprio carro, em cuja capota montou uma plataforma de madeira na qual podia subir para de lá fotografar, fazia parte do seu equipamento.

Enquanto um carregava sua câmera no bolso, outro incluía um carro entre seus equipamentos de suporte. Ambos, contudo, ajustavam-se perfeitamente ao material que usavam, e não tinham a intenção de fazer senão aquilo que faziam.

Contudo, para que tal ajuste tão conseqüente entre fotógrafo e equipamento aconteça, é preciso que o fotógrafo saiba bem o que deseja fazer, e é preciso que ele saiba por comparação que tipo de instrumento lhe dá conforto (2). Nesse ponto, os que fotografam profissionalmente levam vantagem, porque seu ofício os obriga a certa racionalidade, enquanto muitos amadores permanecem voando como moscas em volta de lojas de material fotográfico e de lançamentos dos fabricantes.

A maioria de nós passa toda a vida obtendo novos equipamentos, os desejando, imaginando possibilidades a partir de seu uso. Uma nova lente, uma nova câmera, um novo conjunto de iluminação, essas coisas parecem refrescar nossas capacidades criativas, parecem restaurar a brincadeira que a todos atraiu para a fotografia, mesmo àqueles que depois fizeram disso trabalho. Mesmo uma câmera simplória em uma eventualidade torna-se um problema delicioso pelos desafios que apresenta para usá-la. Essa relação com as ferramentas é parte essencial da fotografia, mesmo que em certo momento em nós se desenvolva uma noção bastante precisa do que nos convém e deixemos a fantasia de ter tudo ou de ter cada vez o melhor, transferindo esse desejar para um aprofundamento do nosso interesse, para ferramentas que permitem isso.

—————————————————————————

(1) Um amigo fotógrafo uma vez criticou meus artigos dizendo que sempre uso exemplos óbvios, sugerindo talvez uma preguiça de exemplificar, mas os exemplos óbvios são de grande poder demonstrativo sem o leitor ter de recorrer a leituras paralelas
 
(2) Não há como não citar o já tão citado Alex Majoli, fotógrafo da Magnum utilizador de câmeras de sensor pequeno (compactas, como são chamadas) para sua fotografia jornalística. Sua escolha é completamente pertinente para seu trabalho, a grande profundidade de campo das compactas o ajuda na descrição das cenas, ele não estaria mais bem servido para o que pretende portando uma câmera volumosa e pesada. Ora, tais câmeras são no máximo consideradas como “segunda câmera” por tanta gente, pela maioria, aliás, e de repente vemos alguém fazendo delas a ferramenta certa, e extraindo delas o que só elas podem dar. E sua fotografia, é pior por isso? É claro que não. ao contrário, é superlativa.
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Written by Ivan de Almeida

27 de novembro de 2011 às 2:53 pm

30 Respostas

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  1. Ivan, a importância que muito dão ao equipamento junto com esses intermináveis comentários e discussões equivocadas beiram um certo infantilismo, a arrogância quase sempre vem junto. Muito preciso e pertinente teu artigo!
    Parabéns!

    vicente sampaio

    27 de novembro de 2011 at 4:44 pm

    • Obrigado, Vicente. Eu mesmo acho tediosíssimas tais discussões, porque tenho uma idéia muito clara do que gosto – no meu caso, gosto de lentes mecânicas antigas, gosto da forma de operá-las.

      Ivan de Almeida

      27 de novembro de 2011 at 6:47 pm

  2. Bom artigo. Sintetizou muitas discussões sobre o assunto, de forma ponderada, racional e com bom senso. Difícil ter como discordar.

    Rodrigo

    27 de novembro de 2011 at 4:52 pm

    • Uma espécie de artigo de fim de ano, Rodrigo. Um artigo “macio” -risos.

      Ivan de Almeida

      27 de novembro de 2011 at 6:47 pm

  3. Excelente artigo, parabéns!

    Elder Ferreira

    28 de novembro de 2011 at 2:08 am

  4. Coincidências da razão: Aparentemente falando da mesma coisa, e, provavelmente chegando a conclusão semelhante, escrevi um post há uma semana atrás (dia 20). Claro, que minha abordagem mais crua não tem seu embasamento tão pouco a habilidade. Veja lá se puder Ivan, http://stosfot.wordpress.com/2011/11/20/ferramenta/ . Inclusive o título do post também é “ferramenta”, palavra que, se usada para definir equipamento, certamente o colocaria no lugar certo. Abraço!

    Marcelo dos Santos

    28 de novembro de 2011 at 11:57 am

    • Que legal!

      Se eu soubesse do seu post, nem teria escrito a mesma coisa aqui, apesar de que minha preocupação não é absolutamente a fotografia profissional, mas a autoral, pois não sou profissional e sou um autor (não é o caso se bom ou não -risos).

      Muito bacana, concordamos totalmente nisso. É um assunto muito deformado para os dois lados, de um há adoradores de equipamento por eles mesmos, por outro a confusão entre a capacidade que um fotógrafo tem de fazer boa foto com qualquer coisa e ele poder desenvolver-se com qualquer coisa.

      Grande abraço
      Ivan

      Ivan de Almeida

      28 de novembro de 2011 at 12:07 pm

      • Hehe, não é que seja mesma coisa. É simplesmente o “parar pra pensar” livre das paixões equivocadas e trilhar a lógica. Mas você pensa e explica melhor que eu, sem dúvida! 😉

        Marcelo dos Santos

        28 de novembro de 2011 at 12:15 pm

      • De todo modo, acho legal que o leitor que chegou até aqui dê um pulo no seu link e leia.
        Grande abraço, Marcelo. Seu artigo está muito legal.

        Ivan de Almeida

        28 de novembro de 2011 at 12:33 pm

  5. Acho que todos aqueles que acreditam que a arte da fotografia está em congelar momentos com olhar diferenciado capturando a alma do fotografado deveriam ler isso!
    A graça não está na habilidade de conhecer o equipamento, nem de saber manuseá-lo. A Arte não está no fazer, pelo menos não no nível operacional: o que se faz com essa informação é a parte mais interessante, mas não vejo as pessoas extrapolando isso – as ferramentas estão aprisionando. Como o Flusser disse, muitos funcionários da câmera, poucos fotógrafos. O funcionário seria como o boi, que puxa o arado a vida inteira mas entende picas de agricultura.
    Mas o que a gente tá falando? somos teóricos frustrados com a nossa produção, não é? rs

    Lila

    28 de novembro de 2011 at 11:58 am

    • Há quem diga que somos, Lila -risos.

      Muito obrigado.

      Ivan de Almeida

      28 de novembro de 2011 at 12:08 pm

  6. Muito bom. Fico feliz cada vez que leio um texto seu.

    Gosto muito da fluidez de sua escrita.

    Parabéns.

    Flávio Raphael Barcellos

    28 de novembro de 2011 at 12:10 pm

    • Flávio;
      Obrigado.
      A escrita para mim é uma das provas de desenvolvemos habilidades com sua prática. Há mais ou menos uns 30 anos atrás comecei a escrever uns primeiros textos, uma tentativa de romance de Ficção Científica, artigos sobre arquitetura. nesses últimos, que são mais parecidos com esses artigos do Fotografia em Palavras, eu gastava uma semana para escrever um artigo pequenininho. Escrevia parágrafos, depois os montava. Por que fazia isso? Sei lá, talvez pela enorme pretensão de ter algo a dizer. Com o tempo, e sempre escrevendo, a escrita ficou fluída. Atualmente escrevo textos de cinco páginas direto, começo da primeira palavra até o ponto final, tudo já na ordem e na forma, só fltando revisão (continuo péssimo na revisão). Dá a impresão de uma habilidade natural, mas eu sei o quanto paguei por ela -risos.
      Grande abraço
      Ivan

      Ivan de Almeida

      28 de novembro de 2011 at 12:39 pm

      • Não existe bônus sem ônus Rsrsrs…

        Um dia chego lá. No momento tenho que vencer a inércia da preguiça e autossabotagem.

        Me inspirarei em suas palavras.

        Flávio Raphael Barcellos

        28 de novembro de 2011 at 3:33 pm

      • No entanto, nunca fiz isso por disciplina, mas por um impulso de dizer algo.

        Não sou bom no quesito disciplina…

        Ivan de Almeida

        28 de novembro de 2011 at 4:05 pm

  7. Maravilhoso artigo, excelente reflexão!

    Sergio Ronaldo

    28 de novembro de 2011 at 2:32 pm

    • Obrigado, Sérgio. É mais uma sistematização de uma discussão que encontramos tantas vezes por aí.

      Ivan de Almeida

      28 de novembro de 2011 at 4:04 pm

  8. Seu artigo é daqueles que ajudam a gente a clarear as idéias que já povoam o nosso pensamento, colocou ordem e sentido. Valeu!

    Zé Roberto

    28 de novembro de 2011 at 3:17 pm

    • Obrigado, José.
      Grande abrao

      Ivan de Almeida

      28 de novembro de 2011 at 4:03 pm

  9. Eu sou um dos que detesta este espírito catequizador que as pessoas querem imbuir em outras, e usam suas marcas e modelos de câmeras e lentes como salvo-conduto a abalizar pseudo-produções.
    Acham-se melhores por usar tal marca, e querem fazer com que outros acreditem nisto.
    Não acontece apenas com a fotogfrafia, acontece p.ex. com marcas de carro também (VW é melhor que GM, que é melhor que FIAT – Fui Iludido Agora é Tarde, lembra? – e etc)e por aí vai …
    Mas na fotografia, um ramo ligado à arte, esta tensão e paixão (não seria uma espécie de fundamentalismo? – risos )parece não medir as fronteiras desta ‘catequização’.
    O que na verdade deveria ser o inverso; pois por ser ligada às artes, a fotografia deveria ser vista como algo livre destas tentativas de indexação e não como promoção para marcas e modelos de câmeras e lentes.

    Seja com meu celular …

    com minha dslr …

    ou em filme …

    Eu quero é me divertir, e fico fora destas “conversas”.

    Abraços, Ivan.

    peridapituba

    28 de novembro de 2011 at 4:41 pm

    • Temos preferências, já daí fazer dessas preferências obrigatórias, vai légua -risos.

      Grande abraço, Peri.

      Ivan de Almeida

      28 de novembro de 2011 at 7:35 pm

  10. A propósito, adoro esta sua foto da matéria.

    peridapituba

    28 de novembro de 2011 at 4:42 pm

    • Também gosto dela, aproveita o formato 16:9 todo e leva ao assunto.
      Obrigado.

      Ivan de Almeida

      28 de novembro de 2011 at 7:36 pm

  11. Ivan;

    Bela discussão para um assunto muitas vezes controverso.

    Eu penso que todos nós temos uma fase onde nos prendemos ao equipamento, discutimos, defendemos, “viajamos”… Depois isto passa e nós voltamos à essência da coisa…

    Abraços

    Jefferson

    Jefferson Oliveira

    29 de novembro de 2011 at 12:32 pm

    • Obrigado, Jefferson. No entanto, o equipamento tem sim sua importãncia, só que não na forma como é considerado, em geral.
      Abraços,
      ivan

      Ivan de Almeida

      2 de dezembro de 2011 at 7:19 pm

  12. Gosto muito de ler suas reflexões. E esta foi muito pertinente. Tive um professor que não se cansava de repetir qdo começava o papo de câmeras e afins: “quem canta é o passarinho e não a gaiola”. Ditado bobinho que se encaixa perfeitamente no assunto.
    bjks
    Sheila

    Sheila Emoingt

    2 de dezembro de 2011 at 7:11 pm

    • Obrigado, Sheila. Essa do passarinho é boa…

      Ivan de Almeida

      2 de dezembro de 2011 at 7:19 pm

  13. Olá Ivan. Bem pertinente a discussão, e em momento apropriado. Agradeço.
    Vejo também que muito é dito sobre equipamentos de luz. (Claro que, em alguns casos, não se aplica, devido ao uso de iluminação ambiente, e também dependendo da proposta). Muitos esquecem que iluminar a cena vai muito além do equipamento posicionado sobre o tripé. A luz está aí, nós não a percebemos, e às vezes, a perseguimos pelo lado oposto. Não é o nome, o tipo, a marca, que vai determinar seu uso. E de uma forma talvez romântica, não é como posicionamos nosso equipamento de luz, mas como nos posicionamos diante dele, como o compreendemos, independente da fonte usada. Afinal, fotografia é luz 🙂

    Um abraço

    Mariana Beltrame

    8 de dezembro de 2011 at 6:45 pm

    • Obrigado, Mariana. Você tem razão, também nos equipamentos de iluminação isso acontece. Como se eles dessem conta do problema. Talvez nos equipamentos de iluminação seja ainda mais notável, porque dependem mais do arranjo e da concepção.

      Ivan de Almeida

      9 de dezembro de 2011 at 1:01 am


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