Fotografia em Palavras

visões sobre a prática fotográfica, por Ivan de Almeida

O Real DA Fotografia

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Ivan de Almeida

Habitualmente, ou pelo menos no senso comum, pensa-se a imagem fotográfica como um depoimento do Real. Gastou-se muita tinta e muito papel debatendo isso -o quanto o referente impõe ou não sua realidade à fotografia-, mas permanecemos sempre em um meio entendimento. Permanece uma sensação de vagueza sobre o assunto, uma sombra de uma dúvida, um pressentimento de ser um entendimento falso, qualquer o lado escolhido na equação, seja declarando esse real, seja o negando. É como se alguma coisa nos escapasse, e assim nos mantemos em um território nebuloso onde mesmo afirmando a essência representativa da fotografia, temos uma íntima e inafastável tendência a ver aquilo como Real, e vice-versa, afirmando o Real, vemos ser representação.

Discutir isso, se repararmos, é adotar desde o início a presunção de haver um Real manifestando-se, só isso já é de complicadíssima aceitação. Mesmo não querendo, essa presunção incômoda imiscui-se nos raciocínios, gruda neles, e, pior ainda, agarra nas premissas do discurso sequer examinadas, dadas como óbvias em si mesmas. Quando, pensando fotografia, adotamos esse ponto de partida, ou algum ponto de partida dele aparentado, podemos dizer ser a Fotografia o último reduto do Realismo.

O que nos escapa? O que sempre foge por entre os dedos e ao fim temos a sensação de ainda estarmos tão distantes da compreensão desta relação entre o mundo e a fotografia, ou entre o Real e a fotografia, como sempre?

Para tentar avançar além desse impasse, qual seja, do problema de tomarmos como ponto positivo de nosso pensamento algo completamente problematizado -isto é, o Real-, vamos explorar uma inversão na forma de pensar o assunto. A nós parece não ser o Real aquilo transcrito pela câmera escura, mas exatamente o contrário: nós é que atribuímos à transcrição pela projeção cônica status de Real. Nós é que institucionalizamos como Real, no nível do entendimento comum, aquilo que é descrito -e como é descrito- pela projeção cônica em uma câmera escura.

Mas o que, exatamente, nos fez sempre dizermos ser a projeção cônica uma tradução verdadeira da Realidade? É preciso descartar desde logo a resposta ingênua, qual seja, a associação da projeção cônica com nossa experiência perceptiva. Aliás, essa é mais uma ilusão a desfazer, e não é fácil desfazê-la, pois não é pequena a tendência de comparar o olho e a câmera fotográfica e de supor o olho como uma câmera fotográfica natural. Ainda o olho sendo também um dispositivo de projeção de luz em uma superfície, a visão humana é completamente diferente da “visão da câmera”, e nossa percepção visual jamais conseguiria imagens como a câmera. Essa falsa noção, contudo, é também tomada como evidente por si só, ou pelo menos grudenta e difícil de afastar da mente, quando um exame muito rápido da visão humana comparativamente à formação da imagem nas câmeras mostra diferenças imensas e mostra ser impossível tal assunção de similaridade.

Em termos apressados, pois nosso assunto é outro, a visão humana difere da formação da imagem fotográfica por ser binocular (aqui alguns poderiam objetar: mas se fecharmos um olho?), difere pelo fato de não termos nitidez em mais do que 4%, aproximadamente, do campo visual e, em decorrência disso, não vemos em “uma captura” todo o conjunto, todo o quadro visual no qual nos sentimos presentes, sendo então necessária uma atividade de varredura executada pelos olhos, realizando um escrutínio da cena e integrando as diversas micro-capturas deste escrutínio em uma percepção de mundo composta. Esse escrutínio, ou varredura, não ocorre como a varredura de uma tela de televisão, linha a linha, mas, aí o mais interessante, seguindo a estrutura significativa da cena ou a estrutura formal, pulando de objeto significativo em objeto significativo e deixando de lado sem examinar o menos significativo. Dizendo de outra forma, esse escrutínio é dirigido pela expectativa de relevância dos objetos do campo visual, relevância derivada da utilidade-sobrevivência.

E porque tudo nos parece em foco e nítido, se nosso foco é tão pobre em área? A resposta é simples. Porque quando tentamos ver algo, nosso olho volta-se para esse algo e o focaliza. E volta-se novamente para outra coisa, então vemos (significando que declaramos ter visto) as coisas em foco por uma infinidade de pequenas capturas integradas em uma percepção de mundo. Para onde o olhar se volta, o foco é feito. De nenhuma maneira isso pode ser comparado à captura estática da câmera, e sequer temos um bom exemplo-modelo para descrever esse processo perceptivo.

É seguro dizer não vermos o mundo como uma câmera o descreve. Não é, portanto, da fidelidade perceptual, como ingenuamente se crê, a origem da crença na “máquina da verdade” emprestada à câmera.

Seria mais correto dizer ser a origem dessa crença o fato de entendermos a imagem geometricamente perspectivada -perspectiva cônica- como expressão da realidade espacial última.

A visão perspectivada começa a ter status de realidade a partir do Renascimento. Antes os homens não percebiam em perspectiva? Essa não é a pergunta certa. A pergunta certa seria aquela dirigida à compreensão daquilo chamado de realidade –ou de face definidora da realidade- em cada época.

Quando uma cena de batalha é pintada como se o pintor visse tudo o que acontece em vários lugares e narrasse isso numa só imagem, é mentira? Ou é apenas outro aspecto da descrição privilegiado? Não foi assim o evento? A pintura assim não nos informa sobre o evento, por vezes muito mais que uma pintura obedecendo às regras da perspectiva cônica?

Batalha Aljubarrot. Pouco mais de cem anos antes da pintura do Veronese mostrada na continuação deste artigo, esta pintura de batalha continha outra representação espacial completamente diferente na qual cada evento da batalha, ou de sua preparação, estava descrito, em uma espécie de visão geral. As leis da perspectiva não importavam, e o importante, isto é, dar a saber da posição de cada tropa, dos comandantes, da geografia, de como o fato acontecera, era o critério de narrativa fiel.

E o que dizer do princípio da Maior Grandeza, orientador da Arte Egípcia. Ao retratar alguém, este alguém era representado de perfil, pois isto dava, no entendimento dos egípcios, a verdadeira dimensão dos volumes do rosto, e os ombros apareciam de frente, também dando a sua maior dimensão –a dimensão mais expressiva. Há nisso igualmente uma idéia de realidade, a representação, para nós falsa, era para eles realista, pois enfatizava um algo tido como mais importante frente às outras possibilidades representativas. Caso mostrássemos a um egípcio antigo uma fotografia onde o pé de alguém, mais próximo, aparecesse grande em relação ao corpo, ele nos diria: “isto é falso, os pés não têm essa grandeza!”

Arte Egípcia e Maior Grandeza. Todas as partes do corpo humano são representadas na sua maior dimensão. O rosto de perfil, os ombros de frente.

Então, dizer de uma determinada representação ser realista significa um prévio e inconsciente acordo sobre quais as características de algo importam. Tal acordo é inconsciente porque é parte do ambiente cultural e é impartido a cada indivíduo em sua educação informal através do discurso por imagens de uma sociedade. No caso da fotografia, a qualidade de representar o espaço em uma correspondência com a descrição matemática da perspectiva cônica é o elemento responsável pela realidade das fotografias. Antes de pensarmos serem as fotografias realistas já tínhamos assumido ser a perspectiva cônica a maneira de representar o espaço como ele realmente era, destituído dos acidentes e das impressões psíquicas, representado “como o sabíamos ser”, uniformemente matemático.

Bodas de Canaã - Paulo Veronese, 1563

Bodas de Canaã, Paulo Veronese, 1563. É facilmente observável como o verdadeiro protagonista da cena é o espaço perspectivado, o novo grande ator das telas renascentistas, e ao olharmos para a imagem ela nos parece fiel, realista, visto partilharmos dessa mesma idéia de espaço.

O Ilya Prigogine tem uma frase muito interessante em seu A Nova Aliança. Diz ele haver na ciência clássica (ou seja, na ciência como foi pensada na Idade Moderna) uma pretensão da experiência científica ser a maneira de obrigar a Natureza a confessar sua verdade, a sua essência. Embora hoje já seja difícil encontrar alguém a crer conscientemente nisso –pois sabe-se o experimento modelado pela expectativa de resposta e pelo observador- ainda é uma crença persistente de forma inconsciente mesmo entre os dedicados à ciência, e mais ainda no senso comum. No senso comum, se funciona é porque é verdade, sem ver haver ali uma única verdade: a do funcionamento.

E a câmera fotográfica funciona. Ela reafirma o espaço isotrópico, o espaço uniforme, matemático, que se deixa perspectivar e o confirma como verdadeiro pelo simples fato de criar uma representação bidimensional coerente com as leis da geometria. Através dela, pelo uso cotidiano da cãmera, é o experimento renascentista da câmera escura realizado infinitas vezes, realizado pelo homem comum sem meditação epistemológica, e assim o resultado do experimento é tomado como realidade. Não é bem a câmera a capturar a realidade, é o contrário, nós chamamos de realidade aquilo representado pela câmera.

E a fotografia mostrada no incício deste artigo, dos carros em movimento? Apesar de não corresponder a nenhuma forma nossa de percepção visual, ainda assim ela nos parece “mais realista” que a arte egípcia, ou do que a cena da Batalha de Aljubarrot. Por que? A resposta é simples: embora seja irrealista a representação dos objetos nela em termos de definição e de contornos, eles estão perspectivados e coerentes com o espaço perspectivado onde habitam. Isto é tudo, e isto tem nos bastado.

A fotografia não captura o Real.  Sua arte é outra. Sua arte é criar e confirmar como experiência cotidiana um determinado Real, e esse faz parte de nossa declaração de mundo desde o Renascimento.

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13 Respostas

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  1. Ivan,

    Essa noção de realidade não viria antes do termo “fotografia”, quando Daguerre polia a prata e ela servia como espelho da realidade. Talvez muito mais herança do daguerriotipo positivista do que da fotografia?

    Emiliano Dantas

    8 de março de 2010 at 5:54 pm

    • No contexto do artigo, isto está incluído na palavra fotografia. No contexto do artigo, toda representação obtida com uma câmera escura tem a mesma questão. Então, é assim como você diz, vem daí e de antes até.

      Ivan de Almeida

      8 de março de 2010 at 7:38 pm

  2. Gosto de pensar que o principal fator de separação da realidade é o “frame”, mas também existe a continuidade dos tons e a representação das luzes que traz esta ilusão de realidade.

    Alex

    9 de março de 2010 at 1:53 am

    • Mesmo a representação tonal é convenconal, Alex. Os impressionistas já nos ensinaram isso, a ver as sombras azuis, enquanto nós as representamos pretas nas fotos.

      Ivan de Almeida

      9 de março de 2010 at 2:00 am

      • Ivan,
        Não partilho desta noção de que “as câmeras representam as sombras pretas”; ao menos, em meu trabalho, tenho grande cuidado para que isso *não aconteça*.
        Por outro lado, as duas formas atuais de representar a perspectiva, tanto a cônica quanto a atmosférica, se combinadas acabam sendo bastante próximas da visão de um olho, focado no infinito, em cenas amplas. Gosto também da representação arquitetônica, com objetos aparentemente maiores nos primeiros planos e decrescendo com a distância; não foi sempre assim na pintura, como você bem descreveu, mas é funcional na fotografia.
        Já a discussão do Real, meu amigo, é abstrata e filosófica.
        O que é o real?
        Se fecho os olhos, o que “vejo” é o real, ou o que “penso”é o real?
        Recomendo enfaticamente a leitura de Oliver Sachs, , mais especificamente o livro “An Anthropologist on Mars” , e mais especificamente, no livro, o relato do paciente cego que recupera a visão e *não se adapta* à “realidade”visual, e decide voltar a ser cego, o que efetivamente acontece, deixando-o feliz e seguro com sua realidade construída. É o último relato do livro, na versão que li.
        O que nos faz pensar; qual realidade não é construída?
        http://www.oliversacks.com/
        http://www.oliversacks.com/books/anthropologist-on-mars/
        Por isso me atrai tanto a noção de “realidade escolhida”do filme Avatar. A história é boba, mas o conceito filosófico, bem forte.
        Parabéns pelo belo post, que nos leva sempre a reflexão.
        Clicio Barroso

        clicio

        9 de março de 2010 at 6:58 pm

      • Clicio;

        Obrigadão. Acho que não fui muito claro acima ao falar das sombras pretas, em uma resposta muito rápida. De fato, bem fotometradas, as sombras não devem ser pretas, mas da cor do objeto, alguns tons mais baixos. Nessa minha comparação, onde quis mostrar serem mesmo as cores coisa de interpretação convencional (e nós que fotografamos bem sabemos disso, pois usamos filtros corretores, mexemos no White Balance, etc) referia-me aos impressionistas, os quais não baixavam o tom das sombras apenas, mas as azulavam, como se aceitando um White Balance onde não fossem corrigidas. para eles, as sombras não eram de outro tom, mas de outras cores.

        A segunda questão é sobre o Real. De fato, é assim como dito por você: trata-se de uma discussão abstrata e filosófica, e aqui seria sem sentido, não fosse o fato da fotografia, da prática fotográfica, de escritos sobre fotografia, do pensamento sobre o que seja fotografia do homem comum e mesmo dos fotógrafos não esbarrar a toda hora com uma suposição de captura de um Real. Ora, se concordamos, e mesmo digo isso no texto, ser o Real coisa muito problemática, é evidente não poder a câmera fotográfica capturá-lo, e se não o captura, de onde vem essa crença na verdade fotográfica? O artigo tenta apenas responder isso.

        Grande abraço,
        Ivan

        Ivan de Almeida

        9 de março de 2010 at 11:13 pm

  3. “nós chamamos de realidade aquilo representado pela câmera” Acho mais interessante a questão: Nós quem?
    Para os artistas plasticos… não, críticos de arte… não, para filósofos tbm não… quem acredita na verdade fotográfica sabe que ela nunca existiu? Essa sim uma questão que pode trazer mais clareza 🙂

    @photofixerbr

    10 de março de 2010 at 12:39 pm

    • Luciano;

      Obrigado pelo comentário. Vou dizer o que penso a respeito, aproveitando-o para enfatizar a natureza compulsória de certas assunções relativas à declaração de mundo que nos habita:

      Mesmo quem não acredita, credita. Sei perfeitamente bem não ser a imagem fotográfica nada mais que uma representação. Sei racionalmente. Mas, quando não estou conscientemente pensando sobre isso, dou a ela esse crédito, como todos nós, habitantes do mundo ocidental pós-renascentista dão, e isso não é escolha nem ato de razão, mas meramente ajuste de conduta, pois nossa cultura/sociedade, declara ser perspectivada a face visível da realidade. Nós, no artigo, significa, “nós todos”, mesmo quem se acha livre da crença. Não podemos escapar da teia, pois nós somos os fios da teia.

      Grande abraço,
      Ivan

      Ivan de Almeida

      10 de março de 2010 at 2:06 pm

  4. Ivan,

    O seu ponto é bastante semelhante ao defendido pelo Arlindo Machado em a Ilusão Especular. Ele, inclusive, também lança mão de pinturas renascentistas para ilustrar que a perspectiva central (ou cônica) é apenas uma convenção.

    Geralmente, a preocupação de quem faz fotografia, seja diretamente, seja na produção de câmeras, é justamente essa, de criar imagens que possam ser consideradas descritoras do real, ou seja, ilusões perfeitas. Não é só através da perspectiva: a tecnologia está em constante busca-se por uma maior descrição das cores, das luzes, mais detalhes, resolução. Tudo para que possamos olhar uma fotografia e dizer o quanto ela parece real.

    E não é curioso – e sintomático – que quando queremos descrever algo espetacular que presenciamos dizemos que “parecia filme”?

    Rodrigo F. Pereira

    12 de março de 2010 at 8:49 pm

    • Essa ruptura da pintura, do modelo de representação entronizando a perspectiva como descrição real do Real, é algo tão datado a ponto de nos surpreendermos por não vermos sua natureza histórica. Por sermos cegos a essa natureza histórica. A própria Câmera Escura é “descoberta” no Renascimento e passa a ser usada febrilmente pelos pintores, em um antecedente à câmera fotográfica, que nada mais é do que a câmera escura com uma película sensível. Já antes da câmera fotográfica erm as câmeras escuras máquinas de representar “o Real de forma real”.

      Espanta a ausência de menção à câmera escura no passado (antiguidade e idade média), e isso espanta por um motivo simples… as projeções acontecem espontaneamente quando temos um compartimento escurecido e um exterior iluminado, com fresta na vedação.

      Morei em um apartamento em um vale. O outro lado do vale era batido pelo sol da manhã, refletindo-se nas casas que víamos da janela, muito intenso. Um dia, tendo o quarto do meio ficado com a porta fechada mas a persiana aberta, ao acordar observei projetar-se na parede do corredor, pelo buraco da fechadura da porta, uma imagem invertida do exterior.

      Assim espontâneo, entende. A imagem não era nítida, mas era claramente identificável. Casas, vegetação, céu, com suas cores e massas. E fatos assim, onde houvesse interiores escuros, frestas ou orifícios nos vedos e exteriores claros, sempre ocorreram. Não é preciso construir um dispositivo especialmente para observar isso.

      Por que o homem nunca “descobriu” antes do Renascimento, se a coisa acontece espoentanemente? Uma das respostas é no Renascimento ter surgido um modelo matemático do mundo que foi acreditado como sendo “a verdade verdadeira sobre o espaço”, modelo do espaço isotrópico, e a câmera escura foi o dispositivo experimental capaz de “provar” esse espaço isotrópico como real.. E a prova ficou disponível a todos, tornando-se assim tão pregnante.

      A virada da perspectiva como forma de representação é um tema bem documentado na História das Artes, e é natural que o Arlindo mencione isso.

      Obrigadão, Abraços,
      Ivan.

      Ivan de Almeida

      12 de março de 2010 at 9:23 pm

  5. Uma ótima referência para pontuar sua colocação pode ser encontrada no livro “Conhecimento Screto” do David Hockeney,no que se refere à câmera. Em relação ao olhar temos “Techniques of the observer” de Jonathan Crary. Parabéns pelo blog que conheci apenas agora por indicação de um aluno. Só tem feras.

    Claudio Brandåo

    12 de abril de 2010 at 3:14 am

    • Claudio;
      Obrigado pelo comentário. O Hockney tem sido há muito tempo o foco de meu interesse, pois ele desvela certas relações das artes representativas interessantíssimas. Há cerca de uns 10 ou 12 anos atrás tive a sorte de assistir na televisão (tv a cabo) um documentário sobre ele chamado Pleasure of the Eye, fantástico, onde o Hockney mesmo explicava a feitura de certas obras dele, as quais, analisadas, correspondem a uma libertação da perspectiva cônica. Anos depois li sobre este livro por você citado, no qual, parece, o Hockney aborda o uso da câmera escura no Renascimento como sendo um conhecimento secreto, ou, melhor dizendo, um “segredo profissional” dos pintores. Uma e outra coisa mostram a tensão entre a representação perspectivada e outras possibilidades.

      Ivan de Almeida

      12 de abril de 2010 at 12:15 pm

  6. […] – a entronização do espaço regular perspectivavel, por exemplo, objeto de outro artigo ( O Real DA Fotografia […]


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